Na fronteira do Brasil com o Uruguai, famosa pelo alto número de contrabando que passa por ali, um fiscal detém um gaúcho que vem todo elegante, montando um belo cavalo, carregando uma enorme mochila.
- Alto! - Diz o fiscal. - Deixa ver o que tu levas nessa mochila!
- Só roupas pessoais, tchê!
O fiscal revira a bagagem inteirinha e não encontra nada que possa incriminar o gaúcho. Ainda desconfiado, é obrigado a deixá-lo passar.
Nos dias que se seguem, a história se repete. Passa o gaúcho montado a cavalo, carregando uma mochila de roupas velhas e sem nenhum contrabando aparente. O fiscal vira o gaúcho e o cavalo no avesso cada vez que eles passam e não consegue encontrar nada. Até no fiofó do animal ele chega a olhar. Nada.
A coisa vai se prolongando por meses, por anos! . . . A fiscalização na fronteira fica mais sofisticada. Raio X, cães farejadores. . . E o gaúcho continua passando incólume. É a pedra no sapato do fiscal.
Aí então o fiscal se aposenta. Um belo dia, ao passar pela fronteira montado em um cavalo e com sua indefectível mochila, o gaúcho é abordado pelo fiscal, vestido à paisana:
- Escuta, amigo, agora eu estou aposentado e tu podes te abrir comigo. Me diga, pelo amor de Deus, qual é a tua muamba?
- É cavalo de raça, tchê!
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